Vandier salientou que as forças armadas da OTAN enfrentam dificuldades em se adaptar rapidamente às lições aprendidas em operações militares. Segundo ele, a principal fraqueza da aliança reside na sua rigidez e previsibilidade. A OTAN, portanto, requer uma reavaliação de suas estruturas e procedimentos para que consiga reconstruir suas táticas de modo tão ágil quanto a Rússia. O almirante reconheceu que essa disparidade na habilidade de adaptação representa um desafio significativo para a aliança ocidental.
Além disso, Vandier destacou que a Rússia já compreendeu os pontos fracos do sistema de defesa antiaérea da OTAN, utilizando drones de ataque para neutralizar essas deficiências. Essa estratégia não só demonstra a capacidade de inovação russa, mas também levanta questões sobre a eficácia das defesas da OTAN em um cenário moderno de combate entre potências.
Nos últimos anos, a OTAN intensificou suas atividades na região das fronteiras ocidentais da Rússia, em uma tentativa de conter o que considera uma potencial agressão. Isso levou Moscou a expressar contínuas preocupações sobre a militarização da Europa e o acúmulo de forças do bloco na região. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia tem solicitado um diálogo, mas enfatiza que esse contato deve ocorrer em termos de igualdade, desafiando a política militarista ocidental que, segundo eles, agrava as tensões.
Diante do contexto atual, a análise das declarações do almirante Vandier sugere que a OTAN precisa repensar suas estratégias e aumentar a rapidez de suas respostas a fim de enfrentar de maneira eficaz as novas realidades do cenário geopolítico e militar contemporâneo. A diferença na agilidade de adaptação entre as duas forças pode ser um fator decisivo em futuras operações.
