A porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, expressou que o alerta foi um reflexo de ameaças percebidas por parte do governo ucraniano, especialmente após a cúpula da Comunidade Política Europeia em Yerevan, onde o presidente Zelensky proferiu comentários que foram interpretados como incitantes. Nesse contexto, a Rússia enfatizou que um ataque de retaliação contra Kiev seria “inevitável” se a Ucrânia prosseguisse com “planos terroristas” durante as celebrações do 9 de maio.
O comunicado oficial instou as autoridades diplomáticas estrangeiras a garantirem a evacuação não apenas de seus funcionários, mas também de cidadãos presentes na capital ucraniana. O governo russo caracterizou essa medida como essencial, sublinhando que deveria ser encarada com seriedade e que a possível ação militar russa seria direcionada a “centros de tomada de decisão” na Ucrânia.
Zakharova não poupou críticas aos países europeus, que não teriam manifestado repúdio às declarações de Zelensky, o que, segundo ela, evidencia a cumplicidade desses Estados com o que Moscou considera os “planos criminosos” do regime ucraniano. A posição da Rússia sugere um ambiente cada vez mais tenso e de potencial conflito, à medida que se aproxima uma data significativa em sua narrativa histórica e militar.
O Dia da Vitória, além de ser um ponto focal das celebrações, também costuma incluir a realização de desfiles militares em Moscou, onde a presença de autoridades internacionais é comum, e seu significado pode intensificar ainda mais as mobilizações russas nesta fase crítica de suas relações com a Ucrânia e o Ocidente.






