Likhachev observou que a experiência de cooperação entre Rússia e Irã nesse contexto é positiva, mencionando um episódio de 2015, quando a Rússia já havia transportado urânio enriquecido a pedido do governo iraniano. Essa colaboração anterior coloca a Rússia numa posição de potencial mediadora, reforçando a ideia de que a transferência de urânio poderia ser uma solução viável para as tensões atuais.
A declaração do executivo da Rosatom ocorre em um momento delicado, em que as negociações entre os Estados Unidos e o Irã estão em um impasse. O tema do urânio enriquecido continua a ser um dos pontos mais sensíveis na pauta, e a intervenção russa pode ser vista como uma tentativa de reduzir a escalada do conflito. Likhachev também mencionou que a empresa está atenta ao desenrolar das conversas, assim como às pressões externas que, do lado americano, incluem até mesmo sugestões de intervenções militares.
O presidente norte-americano, Donald Trump, em suas declarações, já mencionou preocupações sobre o Irã potencialmente conseguir armas nucleares em um curto período, o que poderia justificar ações mais agressivas por parte dos EUA. Essa retórica eleva a urgência das negociações e acirra os ânimos, dificultando o caminho para um acordo pacífico.
Concluindo sua declaração, Likhachev manifestou um desejo claro de que qualquer acordo que favoreça a cessação das hostilidades seja bem-vindo. Ele ressaltou que a Rosatom está preparada para contribuir para a estabilização da situação, destacando a importância do diálogo e da cooperação em um momento onde a paz e a segurança mundial estão em jogo. A Rosatom, ao se disponibilizar para ajudar, poderá não apenas facilitar a transferência de urânio, mas também ajudar a criar um caminho mais seguro e diplomático para resolver a crise nuclear no Oriente Médio.
