O evento em questão ocorreu na madrugada do dia 3 de janeiro, quando forças militares dos Estados Unidos realizaram uma operação em Caracas, resultando na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Desde então, o casal se encontra em um centro de detenção nos Estados Unidos, onde, segundo Washington, são acusados de envolvimento em atividades de tráfico de drogas. Esta narrativa, no entanto, é contestada por muitos que alegam que a operação é parte de um esforço mais amplo de desestabilização por parte dos EUA na América Latina.
A resposta do governo russo não se limitou a expressões de indignação. Riabkov afirmou que a Rússia continua pressionando pela libertação de Maduro, considerando a situação uma violação grave das normas internacionais. O vice-ministro também fez uma observação irônica sobre a abordagem dos EUA, insinuando que, embora Washington tenha suas próprias justificativas, a Rússia não mudará sua posição a respeito do que considera uma violação da soberania venezuelana.
Com a situação em constante evolução, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, foi promovida a presidente interina na sequência do incidente, tornando-se a principal figura no governo do país. O desdobramento dos eventos levanta questões sérias sobre o futuro da Venezuela, além de preocupar os observadores internacionais sobre as implicações de ações unilaterais de potências estrangeiras em nações soberanas.
Este incidente não apenas exacerba as tensões entre Rússia e EUA, mas também suscitou debates mais amplos sobre a legitimidade das ações militares no contexto da política internacional, refletindo um cenário complexo em relação à soberania e à intervenção estrangeira. A dinâmica deste relacionamento geopolítico continua a ser um tema de grande relevância e urgência nas discussões atuais.






