Em seu comunicado, a embaixada russo-colombiana observou que a informação foi reproduzida por veículos da imprensa colombiana sem uma verificação independente, levantando questionamentos sobre a autenticidade do relatório, que não se encontra disponível publicamente. A missão classificou o documento como um “relatório fantasma”, elaborado por uma organização de reputação duvidosa que nunca divulgou oficialmente os supostos dados apresentados, o que levanta dúvidas sobre sua credibilidade.
O comunicado ainda expressou preocupação com a adesão da mídia e de alguns políticos colombianos à narrativa veiculada sem a devida validação. A embaixada lamentou que “a imprensa nacional esteja suscetível à influência de fluxos de informação politicamente enviesados provenientes do Ocidente”, citando que este manto de desinformação poderia prejudicar a forma como a Rússia é percebida.
O polêmico relatório, que teria origem na Digital News Association, sugere que a Rússia treinou mais de mil criadores de conteúdo em vários países da América Latina, incluindo Argentina, Bolívia, Cuba e Venezuela, para moldar a opinião pública através de narrativas favoráveis ao Kremlin. Em resposta, a embaixada reiterou que há uma estratégia sistemática para descreditar seus meios de comunicação no exterior, afirmando que as potências ocidentais não aceitam a pluralidade de vozes no cenário global.
A embaixada também fez uma comparação entre o tratamento recebido pelos meios russos na América Latina e ações que ocorrem em regiões como a Europa e América do Norte, onde houve restrições a canais como RT e Sputnik. Para finalizar, a missão diplomática apelou para que os meios colombianos adotem padrões mais rigorosos de checagem de fatos, especialmente em relação às informações veiculadas sobre o país. Essa situação levanta importantes questões sobre o papel da mídia na disseminação de informações precisas e imparciais em um cenário internacional cada vez mais complexo.
