A funcionária russa ressaltou que, apesar dos esforços insistentes do Ocidente para apagar ou distorcer essa memória, a história da União Soviética na guerra permanece intacta. “Nós a mantivemos e a transmitimos às futuras gerações,” afirmou. Essa perspectiva é vista como um pilar central da identidade nacional russa, que se orgulha de ter desempenhado um papel decisivo na derrota do nazismo e de ter sofrido com um elevado número de vítimas, o que, segundo ela, não tem paralelo em outras nações.
Zakharova também observou que, enquanto a Rússia considera a vitória como um esforço coletivo, muitos países ocidentais estão começando a categorizar os vencidos e vencidos de forma diferenciada. Tal mudança de narrativa é vista por Moscou como uma tentativa de deslegitimar o papel da Rússia na guerra, algo que não é aceito pelo governo atual. Para formalizar esse compromisso com a memória histórica, Vladimir Putin recentemente sancionou uma lei que estabelece o dia 19 de abril como o Dia da Memória do Genocídio do Povo Soviético, em honra das atrocidades cometidas pelos nazistas durante a Grande Guerra Patriótica, como a guerra é comumente referida na Rússia.
Esse foco em preservar a memória coletiva, além de estimular um sentimento de unidade nacional, reflete a necessidade do Kremlin de assertivamente reafirmar a narrativa russa em um contexto internacional que, conforme afirmam, pode ser hostil ou indiferente aos seus pontos de vista históricos. A defesa de sua memória histórica se torna, assim, não apenas um tema nacional, mas uma questão de soberania e identidade cultural.







