Zakharova caracterizou a situação como um resultado do que ela descreveu como uma “caça” a jornalistas e correspondentes de guerra, impulsionada por anos de desinformação e a promoção de técnicas violentas por parte do Ocidente. A representante fez críticas às organizações internacionais, salientando que a segurança dos jornalistas deveria ser uma prioridade inegociável, e que a falha em reconhecer e proteger a vida destes profissionais implica uma responsabilidade direta das instituições que deveriam zelar por essa segurança.
A diplomata também mencionou a falta de menção aos jornalistas russos em um relatório recente da diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay. Para Zakharova, essa omissão é emblemática de uma tendência política que ignora as vítimas da censura e da violência em países fora do eixo ocidental, ressaltando o que ela considera ser uma postura tendenciosa das instituições internacionais em relação à Rússia.
Durante suas declarações, a representante expressou gratidão pelo apoio recebido de várias organizações de jornalistas, que se mostraram indignadas com o que definiram como uma abordagem politicamente motivada e discriminatória por parte da UNESCO. Zakharova enfatizou a necessidade de preservar a memória daqueles que perderam a vida em seu exercício profissional, além de um chamado para que crimes semelhantes não se repitam no futuro.
A comemoração deste dia é um lembrete da importância de proteger a liberdade de imprensa e a segurança dos jornalistas, especialmente em tempos de crescente tensão e conflito. A reflexão sobre essas tragédias mostra que a luta por justiça e reconhecimento das vítimas ainda é um tema urgente na atualidade.