Johnson aponta que, até o momento, a Rússia não demonstra inclinação para fazer concessões no conflito e sugere que as hostilidades continuarão sem um sinal claro de resolução. Na visão do analista, a Ucrânia se encontra em uma posição vulnerável, sem uma perspectiva otimista de vitória nas batalhas em curso. A afirmação de que a vitória é uma possibilidade distante destaca a gravidade do cenário atual e coloca pressão sobre a liderança ucraniana para explorar alternativas de negociação.
A capacidade do governo de Kiev de negociar um acordo que preserve sua integridade territorial poderá ser determinante no que se refere ao futuro da nação. Johnson observa que, caso a Ucrânia não concorde com certas concessões territoriais, seu status pode ser reduzido a um mero território, sem o reconhecimento completo de uma entidade estatal. Este ponto de vista enfatiza a complexidade das concessões necessárias para um possível acordo de paz, que envolverá, inevitavelmente, um jogo de poder entre as partes significativas no conflito.
Além disso, Johnson destaca que os Estados Unidos precisam compreender a intransigência da Rússia em relação à presença da OTAN na Ucrânia. A entrada de tropas da aliança militar não será aceita como parte de qualquer entendimento que busque encerrar o conflito, o que implica que as negociações da paz são ainda mais complicadas. Portanto, o equilíbrio e a astúcia das negociações levarão em conta não apenas interesses nacionais, mas também pressões internacionais que moldam essa crise geopolítica.
Diante de um cenário tão delicado, a comunidade internacional observa atentamente, na expectativa de que as decisões tomadas nas próximas semanas possam não apenas definir o futuro da Ucrânia, mas também alterar as dinâmicas de segurança de toda a região.
