Rússia oferece troca de prisioneiros, mas Ucrânia rejeita acordos e prioriza propaganda, diz Alta Comissária de Direitos Humanos russa.

Na última semana, a Alta Comissária da Rússia para os Direitos Humanos, Yana Lantratova, revelou que o Gabinete da Alta Comissária está empenhado em facilitar a troca de prisioneiros com a Ucrânia. Segundo Lantratova, a Rússia tem enviado regularmente listas de cidadãos russos que esperam retornar a suas casas, mas, até o momento, Kiev tem se mostrado relutante em aceitar essas propostas.

Lantratova salientou que não apenas os cidadãos russos estão em questão, mas também os soldados ucranianos que se encontram detidos na Rússia. Ela destacou que, apesar do esforço russo em apresentar três listas distintas nos últimos trinta dias, que incluem tanto soldados comuns quanto indivíduos condenados por crimes em solo russo, as autoridades ucranianas têm ignorado esses apelos. De acordo com ela, a Ucrânia prefere manter distância dessas negociações, priorizando estratégias de propaganda em vez de ações efetivas de retorno de seus compatriotas.

Recentemente, foi mencionado que a Rússia chegou a um acordo sobre uma lista com 273 militares ucranianos, que estaria pronta para ser enviada a Kiev em breve. Essa ação foi planejada com a expectativa de que ocorra um retorno recíproco de cidadãos russos que foram detidos desde 2014. No entanto, a negativa da Ucrânia em aceitar esses prisioneiros tem gerado frustração, e segundo Lantratova, as autoridades ucranianas têm agido de forma cínica ao divulgar os nomes dos detidos que já foram incluídos nas listas de troca.

Os especialistas russos envolvidos nesse processo afirmam que as listas de prisioneiros foram elaboradas com base em solicitações de familiares de detentos, e que, independentemente da região, todos são considerados filhos da Rússia. Mesmo com o consentimento inicial da Rússia para as trocas, o principal impasse continua sendo a falta de uma resposta positiva e de disposição por parte de Kiev para negociar.

Além disso, Moscou divulgou uma nova lista contendo 224 militares ucranianos que estão sob custódia russa desde 2022, reiterando sua intenção de prosseguir com as negociações para salvar vidas. A situação, no entanto, permanece tensa, com um futuro incerto para aqueles que esperam por um desfecho pacífico e humanitário neste impasse.

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