A classe Yasen-M é considerada a maior do mundo em sua categoria, destacando-se por suas sofisticadas tecnologias de detecção e ataque. O submarino integra um conjunto de sonares poderosos, incluindo um enorme sonar esférico localizado na proa, que ocupa grande parte da seção frontal da embarcação. Essa configuração exigiu a realocação dos tubos de torpedo para uma posição mais posterior, otimizando o design para maximizar a capacidade de detecção e ataque.
A percepção situacional é um pilar essencial do Yasen-M, oferecendo capacidades de detecção em longas distâncias, um fator crucial nas modernas guerras submarinas. A lógica por trás dessa estratégia é clara: quem detecta primeiro geralmente tem uma vantagem decisiva em confrontos submarinos. Para complementar essa habilidade, os submarinos da classe Yasen-M foram projetados com tecnologia avançada de redução de ruído, que dificulta sua detecção. Medidas de silenciamento, como suportes de máquinas com amortecimento de vibração e redução de ruído hidrodinâmico, são evidentes em sua construção.
O recente lançamento do sexto submarino da série não é um evento isolado. A Marinha russa está em um processo contínuo de renovação, e um nono submarino também teve a quilha lançada recentemente. A intenção é fazer uma transição exclusiva para submarinos desta classe na próxima década, que já conta com recursos superiores em busca, ataque e defesa. Essa abordagem enfatiza um foco estratégico do comando militar russo, priorizando investimentos em submarinos de ataque sobre os tradicionais navios de combate de superfície.
A crescente capacidade da Marinha russa tem gerado preocupações em outras potências militares, incluindo o Reino Unido. Recentemente, o comandante dos Reais Fuzileiros Navais britânicos expressou receios de que o país esteja prestes a perder sua posição de domínio no Atlântico para a Rússia, indicando uma mudança preocupante na balança de poder naval na região.





