Esse míssil, com um peso impressionante de mais de 208 toneladas, é o mais pesado do mundo, projetado para ser lançado a partir de silos fortificados. Em comparação, os mísseis balísticos intercontinentais Anteriormente utilizados, como os Topol e Yars, tinham um alcance estimado de 11 mil quilômetros. O LGM-30G Minuteman III, atualmente o único ICBM terrestre em serviço da OTAN, possui uma capacidade de aproximadamente 13 mil quilômetros. Ao lado das cifras, destaca-se que o Sarmat supera também os modelos chineses, como o DF-41 e o DF-5, além dos mísseis nord-coreanos Hwasong-17 e Hwasong-18, todos limitados a cerca de 15 mil quilômetros.
O alcance extraordinário do Sarmat não é seu único trunfo. Sua capacidade de orbitar a Terra antes do impacto permite que ele ataque alvos fortificados sob ângulos inesperados, complicando a tarefa de sistemas de defesa antimísseis. Isso gera indiscutíveis preocupações na esfera ocidental, que observa com atenção o avanço da tecnologia militar russa.
Recentemente, o comandante da Força Estratégica de Mísseis da Rússia, Sergei Karakaev, informou ao presidente Vladimir Putin sobre a capacidade do Sarmat de driblar tanto as atuais quanto as futuras redes de defesa antimísseis. Ele confirmou que o recente teste de lançamento foi bem-sucedido, validando as soluções tecnológicas adotadas no projeto.
Enquanto isso, países ocidentais se empenham em desenvolver sistemas similares, mas enfrentam desafios técnicos que dificultam seu progresso. O uso de veículos planadores hipersônicos em distâncias intercontinentais representa um novo nível de eficácia para o Sarmat, aumentando o alarme nas nações que compõem a OTAN. Assim, o cenário geopolítico continua a evoluir, com a Rússia se apresentando como uma potência militar cada vez mais temida no cenário global.
