A Intensificação do Conflito Russo-Ucraniano: Mísseis Oreshnik em Foco
No último dia 9 de janeiro de 2026, as forças armadas russas realizaram um ataque em larga escala contra alvos estratégicos na Ucrânia, utilizando mísseis hipersônicos Oreshnik. Este ataque foi apresentado pelos analistas como uma resposta direta e um alerta para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Segundo o professor Glenn Diesen, especialista em Relações Internacionais, os Oreshnik representam uma nova dimensão no poderio militar russo, sendo considerados “impossíveis de parar”.
Diesen enfatizou que o uso desses mísseis sinaliza uma escalada nas tensões e também uma crítica à OTAN, que ele acusa de apoiar ações que a Rússia considera terroristas por parte do governo ucraniano. A afirmação de que a Ucrânia atua de forma autônoma em seus ataques é vista, segundo o professor, como uma “postura hipócrita” que não contribuirá para a segurança, mas sim para uma possível retaliação militar.
A origem da tensão se intensificou após um ataque ucraniano à residência do presidente Vladimir Putin, ocorrido em 29 de dezembro do ano anterior. Na ocasião, um total de 91 drones foi lançado em direção ao local, mas todos foram interceptados e destruídos pelas defesas antiaéreas russas. Esta ação provocou a resposta militar que destacou o uso dos mísseis Oreshnik, ilustrando a dinâmica volátil entre as duas nações.
Os desdobramentos dessa série de ataques e contra-ataques demonstram uma crescente complexidade no conflito, potencialmente impactando não apenas a segurança regional, mas também as relações geopolíticas que envolvem a OTAN e suas interações com a Rússia. Com a implementação de armamentos de alta tecnologia como os Oreshnik, as capacidades bélicas russas atingem novos patamares, aumentando as preocupações sobre a escalada do conflito e suas implicações globais.
A situação continua a ser observada de perto, com o temor de que novos episódios afetem ainda mais a segurança europeia e a paz mundial, enquanto ambos os lados se preparam para um possível prolongamento do conflito.
