Rússia Lança Ataque Aéreo Com 273 Drones na Ucrânia; Pregressa Morte de Cinco Civis e Danos a Infraestruturas Civis em Odessa e Kryvyi Rih.

Na madrugada deste sábado, a Rússia intensificou sua ofensiva contra a Ucrânia, lançando 273 drones, resultando em pelo menos cinco mortes, de acordo com informações de autoridades locais. A força aérea ucraniana informou que uma resposta eficaz conseguiu interceptar ou neutralizar 252 desses drones, evitando um desastre ainda maior.

As consequências do ataque foram devastadoras, principalmente na cidade de Odessa, onde uma maternidade e diversas residências foram atingidas. O chefe da administração regional de Odessa, Serhii Lysak, compartilhou atualizações sobre o ocorrido em uma publicação no Telegram. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, ressaltou que não havia alvos militares nas áreas bombardeadas, e as infraestruturas portuária e comercial sofreram danos significativos.

A cidade de Kryvyi Rih, a terra natal de Zelenskyy, também foi alvo das hostilidades. Um drone russo atingiu uma instalação industrial, resultando na morte de dois homens e ferimentos em outros dois, de acordo com o chefe regional Oleksandr Gandzha.

Paralelamente aos eventos em solo ucraniano, o presidente Zelenskyy realizou uma visita não anunciada aos Emirados Árabes Unidos. Essa viagem teve como objetivo compartilhar a experiência de Kiev no combate a drones com países árabes, que enfrentam ameaças provenientes do Irã. Durante sua estada, Zelenskyy se encontrou com o líder emirático, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, discutindo questões de segurança regional em um momento de crescente tensão com Teerã.

Na semana anterior, o presidente ucraniano havia revelado que sua nação está auxiliando cinco países do Oriente Médio e do Golfo — Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Kuwait e Jordânia — na luta contra ataques de drones originados no Irã. A pauta da conversa incluiu não apenas a segurança nos Emirados, mas também os recentes ataques iranianos e os desafios do bloqueio do Estreito de Ormuz, que têm implicações diretas no mercado global de petróleo.

Enquanto a situação continua a se desenrolar, a Ucrânia mantém sua postura de resistência, buscando aliados e estratégias para enfrentar um dos conflitos mais complexos da atualidade.

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