Em uma resposta significativa, as forças ucranianas conseguiram neutralizar mais de 40 aeronaves russas durante um drone ataque em regiões da Rússia, operação esta que, segundo um oficial de segurança ucraniano que preferiu não ser identificado, levou um longo mês de planejamento e foi supervisionada pessoalmente pelo presidente Volodmir Zelenski.
As hostilidades ocorrem em um momento intrigante, já que Moscou e Kiev se preparam para uma nova rodada de negociações de paz na Turquia. O ministro da Defesa ucraniano, Rustem Umerov, liderará a delegação, e Zelenski reforçou a necessidade de garantir a proteção do povo e da soberania ucraniana. Antes do encontro, as autoridades ucranianas solicitaram que o Kremlin apresentasse um memorando com sua posição sobre a resolução do conflito, à qual Moscou concordou em atender.
O ataque à unidade de treinamento ocorreu em uma área que está a cerca de 1.000 quilômetros da linha de frente, onde os drones russos têm a capacidade de atingir alvos com precisão. As forças armadas ucranianas, enfrentando desafios relacionados à escassez de pessoal, estão adotando medidas rigorosas para evitar formaturas que poderiam ser alvos de ataques. Em um comunicado, as Forças Terrestres ucranianas enfatizaram que qualquer ação negligente ou erro de oficiais que resulte em perdas de vidas resultará em responsabilização.
A situação se agrava, pois ataques aéreos também foram registrados em território russo, incluindo a distante região da Sibéria, onde um drone ucraniano foi avistado pela primeira vez. Autoridades locais afirmaram que não houve risco para a população civil. Além disso, outras incursões com drones foram relatadas em zonas da Rússia, como Ryazan e o extremo norte em Murmansk, sem vítimas registradas.
No front, o Ministério da Defesa da Rússia anunciou a conquista da vila de Oleksiivka, na região de Sumy, levando autoridades locais a ordenar evacuações obrigatórias em várias áreas enquanto o avanço russo segue sem hesitações. O Comando Ucraniano, por sua vez, alertou que as forças russas estão concentrando seus esforços em regiões críticas, como Pokrovsk, Toretsk e Lyman, além das proximidades da fronteira em Sumy, sugerindo um aumento na pressão sobre o território ucraniano.
