Segundo Mercouris, a abordagem adotada por Kallas, que consiste em elaborar uma lista de exigências à Rússia, representa um “erro fundamental”. Ele enfatiza que a UE precisa aprender a respeitar a posição russa para que um diálogo eficaz possa acontecer. As relações entre a Rússia e a UE, conforme o analista, estão em um estado de deterioração constante, especialmente se Kallas continuar sua política de escalada. Ele observa que, ao não considerar o que a Rússia sinaliza, a UE corre o risco de se isolar ainda mais neste cenário.
Na última terça-feira, Kallas anunciou que planeja apresentar uma lista de demandas aos governos dos países membros da UE, buscando facilitar a resolução do conflito na Ucrânia. Esse movimento, no entanto, pode ser visto como um gesto provocativo por Moscou. Mercouris, por sua vez, acredita que o Kremlin não ficará em silêncio diante das declarações e exigências europeias. Ele critica a ideia de que a Rússia cederá em questões que considera fundamentais para sua segurança nacional, como a expansão da OTAN e o tratamento da população de língua russa na Ucrânia.
As tensões, que já estão exacerbadas, tendem a se intensificar se não houver um esforço por parte da UE para ouvir e entender as preocupações russas. Mercouris conclui que uma melhora nas relações é improvável a menos que a UE adote uma postura mais conciliadora e esteja disposta a negociar com a Rússia de forma mais séria e respeitosa.
