Ritter destaca que os investimentos em tecnologia de defesa da Rússia já resultaram em armamentos sofisticados e que os EUA, por outro lado, falharam em manter um ritmo de desenvolvimento comparável. “Estamos prestes a colher o que semeamos”, afirma ele, alertando que, dada a situação atual, qualquer esforço futuro da administração americana em relação à defesa nuclear terá que começar do zero, uma tarefa que ele considera financeiramente inviável.
O especialista critica ainda a atual administração dos EUA por repetir erros do passado, uma vez que as mesmas justificativas para a tentativa de ser a única nação com domínio nuclear já foram utilizadas nas décadas de 1960, 70 e 80. Comenta que, a cada vez que o país tenta se estabelecer como superpotência nuclear, acaba confrontando uma realidade consolidada da Rússia, que possui um arsenal robusto e capacidades avançadas.
Em meio a essa conversa, Donald Trump anunciou em maio de 2025 um ambicioso plano de defesa antimísseis, denominado “Cúpula Dourada”, com previsão de investimentos de até 175 bilhões de dólares. Contudo, a falta de clareza sobre a fonte de financiamento deste projeto levanta questionamentos sobre sua viabilidade. A proposta constitui uma tentativa de reagir ao potencial crescente da Rússia no cenário militar global, um desafio que, conforme sublinha Ritter, ainda apresenta grandes lacunas nas estratégias de defesa americana.
Diante de um panorama internacional marcado pela competição militar e a busca por hegemonia nuclear, a análise de Ritter sugere que o tempo se torna um fator crítico, e as decisões tomadas pelos EUA nas próximas décadas serão determinantes não apenas para sua segurança, mas também para a estabilidade global.
