Rússia e China Unem Forças em Defesa da Paz na Ucrânia e Criticam Ações dos EUA em Declaração Conjunta Histórico.

Nesta quarta-feira, a Rússia e a China emitiram uma declaração conjunta, que ressalta seu compromisso inabalável com a paz na Ucrânia, ao mesmo tempo em que critica a atuação dos Estados Unidos no cenário internacional. O documento, divulgado pelo Kremlin, enfatiza a importância de abordar e eliminar as raízes da crise ucraniana, fundamentando-se nos princípios da Carta das Nações Unidas.

Os líderes russos e chineses abordaram vários pontos essenciais durante essa declaração. Inicialmente, reiteraram que a relação entre Moscou e Pequim não tem como alvo outros países, enfatizando que a cooperação bilateral visa promover a paz e a estabilidade, e não a criação de um eixo contra terceiros. Além disso, a declaração traz críticas contundentes às ações dos Estados Unidos e de Israel no Oriente Médio, classificando essas intervenções como violações do direito internacional que minam a estabilidade da região.

O documento também adverte sobre o perigo de fragmentação global e a possibilidade de um retorno a uma era de “lei da selva”, onde as regras e normas internacionais seriam ignoradas. Em um tom mais detalhado, os líderes mencionaram a “Cúpula de Ouro”, um projeto norte-americano que, segundo eles, compromete a segurança internacional. Essa crítica se alinha com a preocupação de que as iniciativas ocidentais possam criar novas tensões e divisões em um mundo já complexo.

Adicionalmente, os dois países expressaram a crença de que as relações internacionais estão se movendo para um modelo mais policêntrico no século XXI, onde não há um único ator hegemônico, mas sim uma multiplicidade de influências. Nesse contexto, a parceria entre a Rússia e a China é descrita como um marco histórico, alcançando o nível mais elevado de cooperação até agora, com perspectivas de continuidade no desenvolvimento dessas relações.

Assim, a declaração conjunta é uma clara demonstração do alinhamento estratégico entre Moscou e Pequim, estabelecendo suas posições em meio a um cenário geopolítico volátil e desafiador.

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