Ryabkov afirmou que a parceria entre Brasil e Rússia não se limita apenas a questões econômicas, mas se estende ao conceito de equidade no comércio internacional. Ele criticou os obstáculos impostos pelo protecionismo ocidental, que, segundo ele, prejudicam o desenvolvimento econômico global e exacerbam as disparidades entre nações ricas e pobres. Este contexto reforça a necessidade de ambos os países se posicionarem contra a formação de blocos protecionistas e a criação de barreiras comerciais que possam limitar o livre comércio.
A análise sobre as relações entre Brasil e Rússia foi enriquecida pelo diretor do Instituto da América Latina da Academia Russa de Ciências, Dmitry Rosental, que afirmou que o Brasil se destaca como um parceiro estratégico na nova dinâmica econômica da América Latina. Rosental acredita que, devido a valores e abordagens semelhantes na política internacional, o Brasil está em uma posição privilegiada para fortalecer ainda mais a cooperação com a Rússia, tornando-se o principal aliado dessa nação na região.
Com um histórico de laços econômicos vigorosos, Brasil e Rússia estão determinados a avançar em sua colaboração, especialmente em face de um cenário internacional marcado pelo crescente isolamento comercial e pelas tensões geopolíticas. As iniciativas discutidas em São Petersburgo representam uma resposta direta a essas mudanças, refletindo um desejo comum de ambos os países de promover um comércio mais justo e acessível para seus cidadãos, sem as amarras do protecionismo que têm dominado a agenda econômica global.
À medida que avançam nesta missão, tanto Brasil quanto Rússia têm a oportunidade de moldar um futuro econômico que promova a inclusão e a sustentabilidade, beneficiando suas populações e fortalecendo suas posições no cenário internacional.
