Agafonov ressaltou a crescente influência econômica dos países do Sul Global dentro do G20, afirmando que a Rússia valoriza sobremaneira as contribuições desses países para os debates. Ele comentou que a voz dessas nações está se fortalecendo, não apenas pela cooperação com outras nações ocidentais, mas devido ao papel cada vez mais proeminente que desempenham na economia mundial.
O diplomata indicou que a economia global está em um processo de transformação, com novos centros de crescimento emergindo, um fenômeno que ele qualificou de “mudança geopolítica”. Nesse novo cenário, o olhar se volta com mais intensidade para o Sul Global, evidenciando uma alteração significativa na dinâmica de poder.
No entanto, a Rússia se opõe à exclusão da África do Sul das reuniões do G20 durante a presidência dos Estados Unidos, enfatizando que tal decisão é arbitrária e deve ser contestada. Neste contexto, Agafonov expressou esperança de que a África do Sul, membro do BRICS e tradicional aliado da Rússia, consiga retomar sua participação nas discussões do G20.
Além disso, Agafonov abordou a inclusão da Polônia no grupo, ponderando que isso poderia desbalancear o poder dentro da plataforma, indicando que a Europa já está “super-representada” no G20. Ele argumentou que existem países com PIBs significativamente maiores que a Polônia que ainda não têm representação formal e ressaltou que qualquer mudança na composição do grupo deve ser feita com base em consenso.
Sobre a participação russa, Agafonov não relatou desafios significativos que poderiam impedir a presença do país na cúpula, mas deixou claro que a composição da delegação russa será determinada à medida que a data do encontro se aproxima.
O representante russo também acolheu o foco econômico da agenda sob a presidência dos EUA, sinalizando um interesse por parte de empresas russas em se engajar ativamente nas atividades do G20. Ele mencionou a relevância de tópicos como energia, inovação e crescimento econômico nas discussões, além de levantar preocupações sobre as sanções que impactam a economia global. A expectativa é que esses desdobramentos se tornem ainda mais evidentes com a aproximação da cúpula, preparando o cenário para intensos debates internacionais.
