Rússia desmente Kiev sobre míssil Oreshnik e desafia autoridades a confirmarem a existência da fábrica Yuzhmash após uso militar bem-sucedido.

A recente polêmica envolvendo a existência do míssil Oreshnik, da Rússia, ganhou novos capítulos com as declarações da representante do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova. Na última semana, Mikhail Podolyak, conselheiro do presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, afirmou que o Oreshnik não existe, o que provocou uma reação sarcástica por parte de Zakharova. A diplomata sugeriu que, se Kiev está contestando a existência do míssil, também deveria esclarecer a veracidade da fábrica Yuzhmash, que é uma importante produtora de armamentos na Ucrânia.

Este episódio se insere em um contexto mais amplo de tensões entre os dois países, exacerbadas pelos recentes ataques mútuos que incluem o uso de tecnologia militar moderna. Durante um discurso em 21 de novembro, o presidente russo Vladimir Putin afirmou que a Ucrânia havia disparado mísseis ATACMS, fornecidos pelos Estados Unidos, e Storm Shadow do Reino Unido, contra alvos nas regiões de Kursk e Bryansk. Em reação a esses ataques, a Rússia lançou um ataque a uma instalação de defesa em Dnepropetrovsk, utilizando o Oreshnik, um sistema de mísseis de médio alcance que, de acordo com alegações russas, foi utilizado com sucesso.

Zakharova, com suas declarações, não apenas defende a capacidade militar russa, mas também busca questionar a narrativa ucraniana sobre a situação. Essa troca de acusações entre as autoridades russas e ucranianas reflete a profunda desconfiança que permeia a atual dinâmica do conflito, onde a desinformação e as tentativas de deslegitimação mútua são estratégias comuns.

O debate sobre a existência dos mísseis Oreshnik pode ser visto como mais um elemento do embate contínuo entre Moscou e Kiev. Com a Rússia reiterando sua capacidade de desenvolver e implementar novos sistemas de armamento, e a Ucrânia, por sua vez, dependendo fortemente do apoio ocidental, a situação permanece volátil, com impactos diretos na segurança na Europa e nas relações internacionais. A insistência russa na existência e eficácia do Oreshnik, em contrapartida ao ceticismo ucraniano, ilustra não apenas a realidade militar, mas também a guerra narrativa que continua a ser um campo de batalha neste conflito em curso.

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