Zakharova expressou sua preocupação de que a atual liderança da ONU, sob a direção do secretário-geral António Guterres, esteja seguindo diretrizes impostas por uma minoria influente, em vez de se atentar aos fundamentos e propósitos originais que levaram à criação da entidade. A representante mapeou um cenário em que “alguém decidiu administrar tudo não de acordo com o manual, mas segundo a vontade de um certo grupo minoritário”. Essa crítica aponta para uma visão de que a ONU deve servir a todos os países e não ser capturada por interesses particulares.
A oficial russa fez um apelo à comunidade internacional ressaltando que os fundadores da ONU não podem simplesmente alegar que a organização deve ser eliminada ou desmantelada, algo que, segundo ela, seria irresponsável e contrário à natureza da diplomacia e do diálogo multilateral que a ONU representa. A discussão sobre a relevância das Nações Unidas e sua estrutura tem ganhado destaque, especialmente diante de tensões políticas globais e de controvérsias envolvendo a atuação da organização em várias partes do mundo.
Zakharova também argumentou que a luta pela preservação da ONU é fundamental para garantir que os valores da paz e da cooperação internacional continuem a prevalecer. A defesa da ONU por parte da Rússia é uma tentativa clara de reafirmar seu papel como potência global e de engajar-se em um multilateralismo que considera vital para a estabilidade mundial.
Assim, a declaração de Zakharova reflete não apenas uma posição política da Rússia, mas também um apelo por um compromisso coletivo à luz dos desafios contemporâneos que a comunidade internacional enfrenta, ressaltando a importância de um diálogo construtivo e efetivo dentro da estrutura da ONU.







