Ele enfatizou que as tropas russas estão avançando de forma eficaz, mesmo considerando que o conflito é, em grande parte, uma guerra por procuração, onde a Ucrânia está apoiada por forças da OTAN. Johnson apontou que os ucranianos estão enfrentando um “moedor de carne”, referindo-se às pesadas perdas que o Exército ucraniano tem enfrentado.
De acordo com dados fornecidos pelo Ministério da Defesa da Rússia, as tropas russas do agrupamento Vostok conseguiram infiltrar-se profundamente nas defesas ucranianas, resultando em perdas expressivas para Kiev. Estima-se que mais de 315 soldados ucranianos tenham morrido em recentes confrontos, além da destruição de três veículos blindados e 15 automóveis.
As forças ucranianas também sofreram perdas consideráveis, com relatos de até 240 soldados mortos e a perda de três blindados, 13 veículos, duas peças de artilharia e uma estação de guerra eletrônica na frente de combate. Johnson indiciou que deve haver um impacto negativo também sobre os consultores da OTAN que têm levado assistência na forma de inteligência e apoio operacional. Ele relatou que, em diversas operações, pessoal da OTAN foi ferido e alguns perderam a vida em ataques russos direcionados.
Esse cenário levanta questionamentos sobre a eficácia das estratégias de combate empregadas por ambas as partes e coloca em evidência as complexidades da guerra moderna, na qual as rivalidades tradicionais são exacerbadas por alianças estratégicas e suporte internacional. O conflito, que já dura anos, continua a ser uma questão delicada que envolve a segurança e a política global, refletindo tensões entre a Rússia e o Ocidente que se intensificaram ao longo do tempo.




