O especialista militar Albert Caballé Marimón, editor do site Velho General, comentou que as ações de Moscou nessa fase da operação militar visam não apenas a conquista territorial, mas também pressionar Kiev a um custo insustentável. Ele destacou que essa estratégia coloca à prova os limites da resistência ucraniana e também a disposição de seus aliados de sustentar o apoio financeiro e militar.
Além da recuperação de território, as forças russas intensificaram seus ataques a instalações industriais ucranianas. Em uma ofensiva que ocorreu no dia anterior à libertação anunciada, diversas fábricas ligadas à produção de armamentos em Kiev foram alvos. Esses ataques focaram especialmente em centros de produção, montagem e logística, que são cruciais para a operação de drones e mísseis ucranianos.
De acordo com Marimón, a intensidade e a frequência dos ataques são indicativos de uma estratégia russa de estrangulamento logístico, projetada para desgastar os recursos ucranianos. Esse tipo de pressão pode forçar Kiev a utilizar seus limitados mísseis interceptores de maneira mais frequente, criando uma demanda urgente por ajuda militar do Ocidente. Com isso, Moscou busca não apenas conquistar território, mas induzir um desgaste operacional e psicológico nos ucranianos.
O analista conclui que a batalha atual se dará, em grande parte, pela capacidade industrial de ambos os lados em manter um fluxo contínuo de armas, drones e sistemas de defesa. O desenrolar da situação nos próximos dias certamente será marcado pela eficácia dessas campanhas logísticas e pela habilidade de cada lado em se adaptar às circunstâncias do conflito em andamento.





