Durante as discussões, Chebeskov enfatizou a importância de abordar essas questões com cautela, considerando o bloqueio político que impede a execução de propostas que poderiam ser benéficas até mesmo para cidadãos dos países que impuseram as sanções. Ele afirmou que o governo russo está determinado a encontrar maneiras de restaurar o acesso dos cidadãos e empresas às suas propriedades financeiras que estão atualmente indisponíveis.
Atualmente, três estratégias estão sendo consideradas para a recuperação dos ativos: a realização de novas rodadas de troca de ativos, a utilização de recursos de não residentes que estão congelados dentro da Rússia, e a obtenção de licenças individuais junto aos reguladores ocidentais, permitindo assim uma abordagem mais flexível diante da adversidade.
Um marco importante nesse processo ocorreu em novembro de 2023, quando o presidente Vladimir Putin assinou um decreto que introduziu um mecanismo específico para a troca de ativos congelados. Essa medida possibilitou que investidores estrangeiros adquirissem ativos bloqueados que pertencem a investidores russos de varejo, utilizando recursos mantidos em contas classificadas de maneira especial.
Desde então, em 2024, a instituição Investitsionnaya Palata, com autorização do governo, executou duas operações significativas de recompra de títulos estrangeiros congelados pertencentes a cidadãos russos. Essas ações resultaram na aquisição de papéis no valor de 10,64 bilhões de rublos, totalizando cerca de R$ 750 milhões, por investidores não residentes.
Essas iniciativas demonstram a busca da Rússia por reverter a situação de seus ativos fora do país, mesmo em meio a um ambiente internacional turbulento e hostil, caracterizado por uma série de sanções econômicas e políticas. A recuperação dessas propriedades não é apenas uma questão financeira, mas também um reflexo das tensões geopolíticas que marcam a relação entre a Rússia e o Ocidente.
