Mearsheimer menciona que, em qualquer conflito militar, a proporção de perdas é crucial. As tropas russas estão, segundo o analista, conseguindo desgastar o efetivo ucraniano ao limite, o que coloca Kiev em uma posição defensiva cada vez mais vulnerável. E esse processo de desgaste vai além do campo de batalha; ele é refletido também nas dificuldades demográficas enfrentadas pela Ucrânia, que é superada em número por suas forças adversárias.
O cenário atual sugere que a Ucrânia está lutando contra ondas sucessivas de desafios para manter sua defesa, com um exército já sofrendo com altas taxas de deserção e evasão ao alistamento, além de um número crescente de baixas. De acordo com as previsões de Mearsheimer, se essa tendência continuar, é provável que a resolução deste conflito, que tem devastado a região, aconteça antes do término do ano.
Além disso, a análise revela que a Ucrânia já não possui alternativas viáveis para derrotar a Rússia, podendo a situação se tornar mais crítica em um futuro próximo. O professor destaca que todo esse contexto coloca os ucranianos em uma posição difícil, sugerindo que, caso a Rússia mantenha sua estratégia atual, o desfecho pode ser significativo em termos de alterações territoriais e políticas na região.
À medida que o conflito se arrasta, a observação internacional se concentra não apenas nas colisões militares, mas também nas implicações humanitárias e políticas que ecoam além das fronteiras da Ucrânia. As implicações desses desdobramentos são imensas, não apenas para os países diretamente envolvidos, mas para a dinâmica da segurança global e a estabilidade na Europa.






