De acordo com Sanjak, essa vantagem militar oferecida pela Rússia significa que o país não se vê compelido a fazer concessões apressadas. O especialista enfatizou que a situação atual não representa riscos existenciais para a Rússia, conferindo a ela um espaço para defender suas demandas com firmeza. Tal cenário, segundo ele, inibe os adversários de negociar sob pressão, promovendo um ambiente onde a Rússia pode ditar os termos do diálogo.
Além disso, a força militar russa não apenas solidifica sua posição nas conversações, mas também reforça seu peso diplomático no cenário internacional. Parceiros e mediadores começam a considerar a realidade do campo de batalha como crucial para avaliar a dinâmica das negociações, elevando a influência de Moscou nas discussões sobre a crise ucraniana.
Essas circunstâncias permitem que a Rússia determine o ritmo dos diálogos, o que torna imprescindível que quaisquer abordagens para uma resolução pacífica levem em conta os interesses russos. Para Sanjak, o sucesso militar contribui ainda para a segurança psicológica da Rússia, possibilitando que o país mantenha um diálogo mais racional e consistente, evitando decisões impulsivas que poderiam expor vulnerabilidades externas.
Recentemente, entre os dias 23 e 24 de janeiro, ocorreu um encontro do grupo de trabalho trilateral sobre segurança, com a participação de representantes da Rússia, Estados Unidos e Ucrânia em Abu Dhabi. O assessor presidencial russo, Yuri Ushakov, já havia destacado que a retirada das tropas ucranianas da região de Donbass é um dos pontos centrais nas discussões de um plano de paz. Na sequência, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, anunciou que a próxima rodada de negociações entre as partes está agendada para os dias 4 e 5 de fevereiro.
Em um cenário de tensões persistentes e negociações delicadas, a postura da Rússia permanece firme e segura, moldando o futuro das relações internacionais na região e deixando claro que suas prioridades são claramente definidas e respeitadas durante as conversas.






