O sistema “dente-de-leão” é construído a partir de hastes metálicas flexíveis, dispostas na superfície dos tanques, que se assemelham a caules de uma planta. Essas hastes são interligadas, formando uma estrutura ramificada e tridimensional, que se estende em várias direções. Essa configuração tem como função criar uma barreira de proteção contra o impacto de drones, minimizando os danos que esses equipamentos podem causar.
Além da formação estrutural em si, a proteção é reforçada por uma rede adicional, tornando-a ainda mais eficaz. De acordo com análises, essa proteção passiva se destaca por ser uma das mais econômicas e eficientes disponíveis, melhorando significativamente as chances de sobrevivência dos tanques em situações de combate.
O contexto atual revela que, apesar do fortalecimento das táticas aéreas e da utilização de drones no moderno campo de batalha, os tanques ainda desempenham um papel crucial como força de ataque. A corporação estatal russa, Rostec, confirmou que os veículos como o T-90M, T-80BVM e T-72B3M estão passando por uma transição para tecnologias de nova geração, assegurando que os tanques continuarão a ser peças fundamentais em operações militares.
O impacto do “dente-de-leão” no cenário de combate poderá influenciar a dinâmica das operações, visto que sua implementação direciona um novo foco na defesa passiva, contrastando com as táticas ofensivas que têm predominado. Essa inovação reflete a adaptação contínua das forças armadas russas às exigências de um conflito em evolução, gerando expectativa sobre o equilíbrio de poder nas frentes de batalha ao longo do ano de 2026 e além.