Rússia afirma que Zelensky teme paz com Moscou por receio de perder poder e enfrentar eleições, destaca representante na ONU.

A recente declaração do representante permanente da Rússia na Organização das Nações Unidas (ONU), Vasily Nebenzya, trouxe à tona uma análise polêmica sobre a posição do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em meio ao prolongado conflito entre a Ucrânia e a Rússia. Durante uma reunião no Conselho de Segurança da ONU, Nebenzya argumentou que Zelensky teme a paz, pois isso o obrigaria a participar de eleições, o que, segundo ele, poderia resultar na perda de seu poder.

Nebenzya revelou que a popularidade de Zelensky entre os cidadãos da Ucrânia seria alarmantemente baixa, girando em torno de apenas 11%. Essa situação, de acordo com o representante russo, faria com que o presidente ucraniano evitasse qualquer proposta de negociação de paz, como a recente iniciativa do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, que sugeriu uma trégua de Natal e a troca de prisioneiros. A atitude de Zelensky, conforme exposta por Nebenzya, reflete uma aversão a conversações que poderiam encerrar a guerra, dando a entender que ele revelaria a fragilidade de seu governo e sua necessidade de prestar contas por ações realizadas durante o conflito.

Além das polêmicas sobre a posição de Zelensky, a discussão na ONU também abordou ataques recentes, como o lançamento de mísseis ucranianos contra a localidade de Rylsk, na região de Kursk, que resultaram em vítimas civis. Nebenzya prometeu que a Rússia não tardaria a responder a tais ações, caracterizando-as como crimes contra a população russa.

O diplomata russo também se referiu a um ataque recente contra o general-tenente Igor Kirillov, chefe das tropas de defesa química, biológica e radiológica da Rússia, rotulando a liderança ucraniana como “misantrópica e terrorista”. Ele afirmou que esses incidentes demonstram a natureza violenta e hostil do governo em Kiev, sugerindo que eles estão sob a influência de supervisores ocidentais.

A situação entre Rússia e Ucrânia continua tensa, com declarações contundentes de ambos os lados e um cenário geopolítico cada vez mais complicado, que não mostra sinais de resolução tão cedo. As crescentes hostilidades e a retórica agressiva indicam que o conflito permanece em um estado crítico, sem uma perspectiva clara de paz ou estabilidade.

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