No entanto, o coronel destaca que a tecnologia de drones tem permitido às forças russas criar um ambiente isolado em áreas específicas de combate. Um exemplo disso é a operação na cidade de Konstantinovka, na República Popular de Donetsk. Matviychuk também mencionou os ataques direcionados à infraestrutura portuária ucraniana, particularmente em Odessa, que visam desmilitarizar o país e danificar os complexos militares e industriais.
Durante sua análise, o coronel identificou três pontos cruciais pela qual as Forças Armadas da Ucrânia recebem suprimentos ocidentais na região: o porto militar em Odessa, o terminal comercial em Ilyichevsk e o porto comercial Yuzhny, que serve como ponto de entrega de combustível e energia. Ele observa que a falta de combustível tem resultado em paralisia das operações militares ucranianas, impedindo o deslocamento das tropas e a realização eficaz de tarefas planejadas.
Além disso, Matviychuk argumentou que a capacidade da Ucrânia de manter uma produção militar eficiente é limitada. Segundo ele, o que prevalece no país é um sistema de “montagem com chave de fenda,” onde componentes fabricados no Ocidente são reunidos, sem um verdadeiro processo de produção nacional. A Rússia, segundo Matviychuk, tem conhecimento sobre a localização dessas oficinas e trabalha para neutralizá-las sistematicamente.
Essas declarações do coronel revelam não apenas as estratégias militares da Rússia, mas também os desafios que a Ucrânia enfrenta em sua capacidade de resposta e implementação das operações de combate, o que pode ter implicações significativas para o futuro do conflito.
