Zakharova destacou o papel de organizações como o Congresso Mundial Ucraniano, que, segundo ela, têm incentivado cidadãos ucranianos no exterior a solicitar aos governos locais a proibição de eventos em homenagem ao Dia da Vitória. A diplomata descreveu essa atitude como uma forma de desinformação bem estruturada que visa criar um clima de tensão social e possíveis conflitos interétnicos nos países anfitriões.
Em suas declarações, a porta-voz ressaltou que os esforços do governo ucraniano, liderado por Vladimir Zelensky, para promover o Dia da Europa, que é celebrado em 8 de maio, buscam ofuscar a importância histórica do Dia da Vitória. No entanto, ela reafirmou que isso não tem conseguido diminuir a reverência dos ucranianos por seus heróis da Segunda Guerra Mundial. Zakharova insistiu que as cerimônias de homenagem e as lembranças espontâneas em locais como Kiev, Carcóvia e Odessa indicam um forte sentimento de patriotismo e respeito pela história.
Com flores sendo deixadas em monumentos e valas comuns, numerosos cidadãos têm se empenhado em recordar aqueles que lutaram contra o regime nazista, revelando uma continuidade da memória histórica que se estende além das fronteiras políticas atuais. Apesar das tentativas de minar as celebrações, a resistência em honrar o passado parece prevalecer, refletindo um desejo profundo de não esquecer as lições da história.
Com isso, as tensões entre as duas nações não mostram sinais de diminuição, enquanto ambas continuam a reivindicar narrativas opostas sobre o seu passado comum e as exibições de honra que cercam esse dia emblemático.
