De acordo com Zakharova, centenas de prisioneiros foram envolvidos no combate aos incêndios florestais no sul da Califórnia, representando cerca de um terço do pessoal que atua no combate às chamas. A representante russa ressaltou que os EUA têm criticado a China nos últimos anos pelo uso de trabalho forçado, especialmente na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, chegando a aprovar leis para proibir a importação de bens produzidos com essa prática.
Zakharova questionou se o Congresso dos EUA irá elaborar uma lei impondo sanções às autoridades da Califórnia, empresas privadas e cidadãos americanos que recorrem ao trabalho de prisioneiros para combater os incêndios. Ela classificou a situação como uma “hipocrisia obscurantista” e destacou a incoerência dos EUA em criticar a China por práticas semelhantes enquanto utilizam prisioneiros em suas próprias operações.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia também mencionou as medidas tomadas por Washington para excluir bens produzidos com trabalho forçado uigur de sua cadeia de abastecimento, questionando se o mesmo rigor será aplicado às autoridades e empresas envolvidas no combate aos incêndios na Califórnia. A crítica de Zakharova coloca em evidência as contradições nas políticas dos EUA relacionadas ao trabalho forçado, lançando luz sobre a necessidade de uma abordagem mais consistente e ética em relação a essa questão.
