Rússia Abate 43 Drones em Direção a Moscou; Destroços Danificam Imóveis, Mas Sem Vítimas Confirmadas

Nesta quinta-feira, 18 de outubro, a Rússia registrou uma significativa ofensiva aérea envolvendo drones, que culminou na interceptação de pelo menos 43 veículos aéreos não tripulados que se dirigiam à capital, Moscou. A informação foi divulgada pelo prefeito Sergei Sobyanin, que detalhou que as operações de defesa aérea foram eficazes, assegurando que os drones foram rapidamente abatidos antes que pudessem causar danos maiores.

Entretanto, apesar do sucesso da defesa, os destroços resultantes da interceptação acabaram por danificar imóveis nas proximidades da cidade. O governador da região de Moscou, Andrei Vorobyov, confirmou que chalés e casas de campo foram atingidos durante a operação, evidenciando os riscos associados a essas situações de combate aéreo. Um dos drones, por exemplo, caiu em uma casa de veraneio, levando à destruição do imóvel e das construções auxiliares. Outro incidente foi relatado, com duas residências de campo pegando fogo após serem atingidas, exigindo a mobilização de equipes do Corpo de Bombeiros para apagar as chamas.

As autoridades locais estão trabalhando para avaliar a extensão dos danos causados pela queda dos destroços, mas até o momento, não foram reportados feridos. Este incidente ocorre em um contexto de escalada nas tensões entre Rússia e Ucrânia, com diversos relatos de ataques aéreos em diversas regiões.

Em um episódio separado, na quarta-feira, o governador interino da província de Bryansk, Egor Kovalchuk, informou que um drone ucraniano atingiu um ônibus que transportava uma equipe infantil de futebol da cidade de Gomel, na Bielorrússia, em direção a Krasnodar, na Rússia. Este ataque resultou na morte de uma mulher e deixou pelo menos oito feridos, incluindo crianças, destacando a natureza complexa e trágica do conflito em andamento.

O governo russo planeja apresentar à comunidade internacional informações sobre esses ataques, atribuindo a responsabilidade às forças ucranianas, conforme anunciou Rodion Miroshnik, enviado especial da chancelaria russa. Este movimento pode intensificar ainda mais a já tensa relação entre os dois países, evidenciando o clima de insegurança e incerteza que permeia a região.

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