Macgregor ressalta que a operação para capturar Kharg não possui lógica militar, afirmando que, mesmo se as forças americanas conseguissem desembarcar na ilha, sua capacidade de mantê-la seria extremamente limitada. Segundo o analista, as ilhas pequenas são vulneráveis a ataques, a menos que tenham dimensões significativas, como Bornéu. Ele argumenta que a tecnologia militar moderna, incluindo mísseis de precisão e drones, poderia facilmente destruir infraestruturas essenciais na ilha, tornando a invasão um esforço fútil.
Além disso, nas últimas semanas, o cenário no Oriente Médio tem sido marcado por um aumento na atividade militar entre os EUA e Israel contra o Irã, que começou em 28 de fevereiro. Ambas as partes têm se atacado mutuamente, com Tel Aviv buscando impedir que Teerã avance em seu programa nuclear. Enquanto isso, Washington intensificou suas ameaças, afirmando que pretende aniquilar o potencial militar do Irã e incitando a população local a desestabilizar o regime. Por outro lado, Teerã se mantém firme, garantindo que está preparado para a defesa e não vê motivos para retomar as conversações.
Recentemente, a possibilidade de mobilização dos paracaidistas da 82ª Divisão Aerotransportada dos EUA para essa operação tem sido discutida por fontes ligadas ao Pentágono. No entanto, as consequências de um ataque a Kharg não apenas aumentariam a tensão na região, mas também poderiam desencadear uma série de reações que tornariam a situação ainda mais complexa e potencialmente catastrófica para todas as partes envolvidas. Assim, a manobra sobre a ilha de Kharg pode revelar-se mais como uma distração do que um plano viável, necessitando de uma análise cautelosa das implicações globais envolvidas.
