Entretanto, a afirmação de Rubio parece contradizer declarações recentes do presidente Donald Trump. O mandatário tem utilizado suas redes sociais e aparições públicas para enfatizar que Cuba enfrenta sérias dificuldades devido ao embargo econômico imposto pelos EUA. Em um discurso na Flórida, Trump destacou que a ilha “não tinha petróleo”, “não tinha dinheiro” e “não tinha nada”, reforçando a ideia de que o embargo impacta severamente a economia cubana. Além disso, ele insinuou que tomaria ações rápidas contra o governo cubano, sugerindo o posicionamento do porta-aviões USS Abraham Lincoln na costa de Cuba como forma de pressão.
Nos últimos meses, a administração Trump tem intensificado ações contra Cuba, ameaçando rotas de abastecimento e aumentando a pressão sobre fontes de energia da ilha. Um decreto recente, promulgado em janeiro, instituiu tarifas adicionais para aqueles que comercializassem petróleo com Havana, evidenciando a intenção do governo de dificultar ainda mais o acesso da ilha a combustíveis.
A crescente falta de recursos energéticos em Cuba tem gerado discussões sobre o colapso econômico do país e suas consequências para a população local. A situação no país caribenho tem sido comparada à de Gaza, referindo-se ao estado crítico de necessidade e privação enfrentado pelos cubanos. O discurso de Rubio, portanto, levanta questionamentos sobre a veracidade da posição oficial dos EUA e a real natureza das suas ações econômicas em relação a Cuba. A diferença nas declarações entre Rubio e Trump reflete a complexidade e a instabilidade das relações diplomáticas entre os dois países, além de acirrar o debate sobre as políticas norte-americanas em relação à ilha caribenha.
