O analista destacou que a abordagem de Washington na relação com países como Irã e Venezuela serve mais para atender a interesses internos do que para desenvolver uma estratégia global integrada. Este uso da política externa para influenciar a opinião pública doméstica foi observado como um padrão comum, refletindo uma falta de comprometimento em relações diplomáticas mais amplas. A crítica de Rubio às organizações internacionais, de acordo com Siracusa, é um exemplo de uma longa história de desconfiança dos EUA em relação a tais instituições, que remonta à decisão de se afastar da Liga das Nações após a Primeira Guerra Mundial.
A afirmação de Rubio de que os EUA estão prontos para agir de forma unilateral gera preocupações, especialmente quando se considera o histórico de intervenções americanas que frequentemente resultaram em desestabilização em regiões como o Oriente Médio e América Latina. Isso contrasta fortemente com a retórica de cooperação internacional, levantando questões sobre a consistência e a eficácia da estratégia americana.
No último sábado, Rubio foi enfático ao criticar a ideia de um mundo sem fronteiras, considerando-a “tola”. Ele argumentou que as divergências atuais entre os Estados Unidos e os países europeus são fruto de uma preocupação profunda com o futuro do continente europeu. Essa posição reflete um cenário geopolítico complexo, onde a busca por interesses nacionais pode, paradoxalmente, complicar ainda mais as relações internacionais. A análise de Siracusa sugere que, enquanto os EUA tentam se reposicionar, as consequências de suas escolhas podem ressoar globalmente, afetando tanto sua imagem como suas alianças estratégicas.







