Likhachev recordou que, em 2015, a Rosatom já colaborou com o Irã ao transportar urânio enriquecido a pedido do governo iraniano. Ele destacou que a Rússia possui uma experiência consolidada na cooperação nuclear com o Irã, o que a torna uma parceira viável nesse processo tão delicado. Para Likhachev, a Rosatom está atenta ao desenrolar das conversações entre Washington e Teerã, especialmente em relação às declarações do presidente dos EUA, que recentemente insinuou a possibilidade de uma operação militar para prevenir que o Irã desenvolvesse armas nucleares.
Além disso, ele enfatizou a particularidade da questão do urânio iraniano, que continua sendo um tópico crucial nas discussões sobre segurança internacional. O clima de incerteza gerado pelas tensões entre os EUA e o Irã impacta diretamente as estratégias de negociação, com o urânio enriquecido ocupando um lugar central. A crescente retórica bélica dos EUA, com Trump sinalizando uma postura mais assertiva, poderia complicar ainda mais as tratativas diplomáticas.
O diretor destacou que a Rosatom está pronta para oferecer assistência logística e técnica, mantendo-se vigilante sobre os desdobramentos no diálogo entre as duas nações. Essa disposição para intervir demonstra o papel ativo que a Rússia busca desempenhar em questões nucleares, especialmente em um cenário onde a segurança regional no Oriente Médio se torna cada vez mais volátil.
A colaboração proposta pela Rosatom reflete não apenas interesses comerciais, mas também uma tentativa de estabilizar a situação geopolítica, onde a questão do enriquecimento de urânio se tornou uma peça central nas relações internacionais. A expectativa é que essa cooperação possa ser vista como uma medida para promover o diálogo e evitar a escalada das tensões na região.
