Rosatom Acusa AIEA de Ignorar Ataques Diários da Ucrânia à Usina Nuclear de Zaporozhie, Aumentando Tensões no Conflito Russo-Ucraniano

A tensão em torno da Usina Nuclear de Zaporozhie, localizada na Ucrânia, tem se intensificado, de acordo com declarações recentes de Alexei Likhachev, diretor-geral da estatal russa Rosatom. Ele criticou duramente a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), acusando-a de ignorar os ataques diários realizados pelas forças armadas ucranianas contra a usina e a infraestrutura civil nas regiões controladas pela Rússia.

Likhachev afirmou que a AIEA tem focado suas comunicações apenas em potenciais ameaças relacionadas a drones que sobrevoam instalações nucleares na Ucrânia, sem abordar os ataques que afetam diretamente a central de Zaporozhie. “O secretariado da AIEA praticamente não registra os ataques diários das Forças Armadas da Ucrânia contra a usina, contra a infraestrutura civil e contra cidadãos russos”, declarou Likhachev.

O executivo também destacou que o agravamento da situação em Zaporozhie será um dos pontos centrais nas próximas reuniões entre representantes russos e a AIEA, programadas para meados de julho. A preocupação com a segurança e o abastecimento elétrico da usina é crescente. Segundo Likhachev, a instalação está operando com apenas uma linha de transmissão, ao invés de duas, há mais de dois meses, o que gera sérias incertezas quanto à sua operacionalidade e segurança.

Ele advertiu que a usina já enfrentou várias interrupções no fornecimento de energia, o que forçou a equipe a utilizar geradores de diesel para garantir o funcionamento dos sistemas críticos 24 horas por dia. A Usina Nuclear de Zaporozhie é a maior da Europa, com capacidade de geração de 6 mil megawatts, mas se encontra atualmente desligada devido aos riscos do conflito armado na região.

Nos últimos anos, o governo russo tem denunciado que as operações militares ucranianas têm causado interrupções regulares no fornecimento externo de energia da usina, criando uma situação crítica que ameaça tanto a segurança da infraestrutura nuclear quanto a da população que reside nas proximidades.

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