Caiado destacou que sua primeira medida como presidente seria a anistia, embora essa proposta dependa da validação do Congresso Nacional. Ele enfatizou que seu objetivo maior é pacificar a nação, alegando que a anistia é um passo fundamental para demonstrar seu compromisso em cuidar das pessoas. O governador também se posicionou como um candidato moderado, afastando o rótulo de radical, ao mesmo tempo em que reconheceu sua trajetória política.
A crítica ao governo Lula marcou seu discurso, onde tentou estabelecer um vínculo com o agronegócio e apoiadores de políticas mais rigorosas contra a criminalidade. “O agro sempre foi um setor desvalorizado; desde 1976, eu o defendo. Hoje, é sem dúvida o setor mais competitivo do país, mostrando inovação e respeito ao meio ambiente”, afirmou Caiado, buscando conquistar a confiança de setores que sustentam essa área vital da economia nacional.
A escolha de Caiado como pré-candidato foi anunciada pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab, após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior. Caiado superou Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, na disputa interna do partido. Entretanto, a jornada do governador ainda enfrenta desafios, uma vez que ele aparece com apenas 4% das intenções de voto em pesquisas recentes, o que o coloca em desvantagem em relação a candidatos como Lula e Flávio Bolsonaro. A corrida presidencial promete ser acirrada, e os próximos meses serão decisivos para estabelecer a viabilidade da candidatura de Caiado.
