Em sua defesa, Caiado ressaltou que conta com o apoio dos dois governadores mais destacados e bem avaliados, que são do Paraná e Rio Grande do Sul. O reconhecimento do apoio do governador paranaense, Ratinho Junior, vem após este se retirar da corrida presidencial, sendo ele o único até agora a manifestar apoio nas redes sociais. Caiado se propõe a “desativar” a polarização que atualmente permeia a política brasileira, buscando uma alternativa mais centrada.
No entanto, sua escolha como pré-candidato provocou descontentamento em alguns segmentos do partido, como no caso do governador gaúcho Eduardo Leite, que havia deixado o PSDB para se alinhar ao PSD. Leite expressou preocupações de que a decisão da legenda poderia acentuar a polarização no país, indicando que existe um anseio por uma opção política equilibrada, ainda que esta intenção seja, por enquanto, silenciosa.
Curiosamente, tanto Leite quanto Ratinho Junior não estiveram presentes no anúncio oficial da candidatura de Caiado. Apesar disso, Leite adotou um tom conciliatório nos dias seguintes ao evento, enfatizando as convergências que existem entre ele e Caiado, apesar das divergências de estilos.
O apoio, no entanto, é escasso entre os outros quatro governadores do partido. Raquel Lyra, que migrou do PSDB para o PSD, deve manter uma postura neutra, enquanto Fábio Mitidieri já declarou seu apoio a Lula. Marcos Rocha e Mateus Simões também não se posicionaram claramente, com Simões indicando apoio a Zema. O silêncio ressoa também entre outros nomes do partido que têm aspirações para as eleições estaduais de 2026, como o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que deverá se alinhar ao PT em sua corrida pelo Palácio Guanabara. O PSD, portanto, enfrenta um momento delicado em sua trajetória política, refletindo as tensões e divisões internas que podem impactar suas candidaturas.
