Ivanova enfatizou que essa atmosfera negativa reflete um desejo persistente de excluir os atletas russos de competições esportivas internacionais. Segundo a ex-atleta, a permissão dada pela Federação Internacional de Ginástica para a participação dos russos é um sinal de que eles estão sendo reaceitos no cenário esportivo global, mesmo que haja resistência de alguns setores. Ela argumentou que a presença das ginastas russas é essencial para manter a competitividade e o encanto de disciplinas como a natação sincronizada e a ginástica rítmica, as quais, segundo ela, seriam monótonas sem a contribuição russa.
No entanto, a equipe de ginástica rítmica da Rússia optou por não participar da competição na Romênia, citando “violações graves” do regulamento por parte dos organizadores como razão para sua decisão. As autoridades romenas deixaram claro que, em caso de vitória das ginastas russas, a bandeira nacional não seria exibida e o hino não seria tocado, desrespeitando assim as políticas internacionais que garantem os direitos dos atletas a representarem sua nação.
Este incidente não apenas levanta questões sobre políticas esportivas e direitos dos atletas, mas também reflete um clima tenso nas relações internacionais, onde o esporte, muitas vezes, é um reflexo de conflitos políticos. As palavras de Ivanova apontam para uma verdade: a presença de atletas russos é vista como fundamental para a elevação do nível das competições, e sua exclusão poderá ter um impacto negativo no ambiente esportivo. A participação ou exclusão de atletas em eventos internacionais transcende a mera competição; é também uma questão de identidade e reconhecimento no mundo esportivo globalizado.
