Romário, que inicialmente havia se colocado como signatário do projeto de Marinho, decidiu retirar sua assinatura, formalizando a solicitação em um ofício dirigido ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Em suas palavras, o senador destacou a necessidade de manter a coerência em seu posicionamento frente à sociedade, citando as incertezas e interpretações geradas pela PEC nº 12/2026. “Para preservar o amplo debate sobre medidas que realmente melhorem a qualidade de vida dos trabalhadores, é essencial que eu retire minha assinatura”, declarou.
Além disso, Romário também explicou em suas redes sociais que, após revisar os detalhes da proposta, percebeu que muitos viam a regulamentação como prejudicial aos trabalhadores brasileiros. Ele enfatizou que, se esse entendimento prevalece entre a população, ele não deveria continuar vinculado ao texto alternativo. Essa refllexão foi reforçada por cobranças de apoiadores da iniciativa que desejam acabar com a jornada 6×1, incluindo o vereador Rick Azevedo, que pressionou Romário ao longo do dia.
A discussão em torno dessa PEC no Senado gerou um reviravolta na bancada bolsonarista na Câmara dos Deputados. O grupo teve que reconsiderar sua postura e, na última semana, manifestou apoio à proposta de fim da jornada 6×1. Essa mudança de posicionamento reflete um esforço do partido para se readequar a um cenário que vinha sendo criticado como estratégico para o governo Lula, revelando as complexas dinâmicas políticas em jogo.





