Romário revelou que sua saída do PL foi amigável e simbólica, representando um fechamento de ciclo. “Entendi que este é o momento de encerrar esse ciclo e seguir um novo caminho político. Saio sem briga, sem ressentimento e com respeito por todos”, afirmou o senador, destacando a civilidade em seu desligamento. Seu apoio a Paes se fundamenta na crença de que o prefeito possui as melhores condições para governar o estado, ressaltando que, mesmo tendo posições divergentes, o foco deve ser sempre o bem-estar do Rio de Janeiro.
“Política madura também é saber construir convergências quando existe um objetivo maior. Nesse caso, esse objetivo é melhorar a vida do povo do Rio de Janeiro. É por isso que decidi caminhar com o Eduardo”, declarou. Romário reafirmou seu compromisso em continuar lutando por pautas que definiram seu tempo no Senado, como educação, moradia, esportes e os direitos das pessoas com deficiência e doenças raras.
A saída do senador ocorre em um momento sensível na política fluminense. O PL, por sua vez, já havia lançado a candidatura de Douglas Ruas, que conta com o apoio do senador Flávio Bolsonaro. O movimento de Romário representa um golpe adicional para a campanha bolsonarista, especialmente depois de o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, também ter declarado apoio a Paes. Lisbon, inicialmente cogitado para integrar a chapa de Ruas, optou por deixar a pré-candidatura. Com sua decisão, o Progressistas anunciou uma nova postura de neutralidade nas correlações de apoio, permitindo que filiados possam manifestar suas preferências individuais.
Com uma trajetória política que começou em 2014, Romário foi reeleito em 2022, recebendo uma expressiva votação de mais de 2 milhões de votos, refletindo sua influência e popularidade no cenário político brasileiro. A sua movimentação, sem dúvida, irá repercutir nas dinâmicas eleitorais do estado.




