Em um comunicado onde expressou seu pensamento, Romário destacou que a decisão de apoiar Paes se baseou em sua confiança nas capacidades gerenciais do prefeito, ressaltando que, embora tenham visões políticas diferentes em alguns pontos, o que realmente importa para ele é o bem-estar do estado do Rio de Janeiro. “Política madura também é saber construir convergências quando existe um objetivo maior. Nesse caso, esse objetivo é melhorar a vida do povo do Rio de Janeiro. É por isso que decidi caminhar com o Eduardo”, afirmou Romário.
O senador, cuja trajetória política começou com sua eleição pela primeira vez em 2014, reafirmou seu compromisso com questões que sempre foram centrais em seu mandato, incluindo educação, moradia, esportes e a defesa dos direitos das pessoas com deficiência e doenças raras. Esta decisão de Romário vem em um momento delicado para o PL, que lançou a candidatura de Douglas Ruas, deputado estadual, respaldado pelo senador Flávio Bolsonaro. A movimentação de Romário para apoiar Paes não só lhe confere uma nova parceria, mas também indica um possível isolamento da candidatura bolsonarista, especialmente após a recente adesão do ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, também ao apoio a Paes.
A saída de Romário do PL representa mais do que uma simples mudança de partido; trata-se de uma redefinição de alianças em um cenário político em constante evolução e que reflete as novas dinâmicas que marcam a política fluminense. À medida que as eleições se aproximam, esta transição ganha destaque e deve ser observada de perto, pois pode alterar o panorama eleitoral do estado.




