Bacellar foi originalmente preso em dezembro do ano passado, durante a primeira fase da operação, sob a suspeita de ter alertado o então deputado TH Jóias sobre os detalhes da Operação Zargun. TH, que já se encontra em prisão preventiva desde setembro, é acusado de utilizar sua posição para favorecer o Comando Vermelho, uma das maiores facções criminosas do Brasil. Essa suposta comunicação entre Bacellar e TH teria possibilitado a destruição de provas comprometedoras.
Apesar de ter obtido a revogação de sua prisão preventiva ainda em dezembro, Bacellar ficou sujeito a medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que exigiram seu afastamento da presidência da Alerj, assim como o uso de tornozeleira eletrônica. A situação de Bacellar se agravou em março deste ano, quando o ministro Alexandre de Moraes determinou sua nova prisão, em decorrência da cassação de seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em relação a fraudes relacionadas às contratações na Fundação Ceperj.
A quinta fase da Operação Unha e Carne visa também a prisão de outros associados, como o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e Márcio Poncio, um pastor e empresário com destaque no setor de tabaco e vínculo familiar com figuras públicas. Adilsinho já cumpria pena por crimes similares e continua sob investigação por suas operações no tráfico de cigarros e em atividades ilegais que se espalham por diversos estados.
Além disso, outro nome associado às investigações é Marco Antônio Cabral, ex-deputado e filho do ex-governador Sérgio Cabral. Ele também é suspeito de conexões com atividades criminosas. A trama de corrupção e crime organizado em que Bacellar e seus associados estão envolvidos reflete um cenário complexo da política e criminalidade no Rio de Janeiro, onde as investigações se aprofundam e novas informações continuam a surgir, revelando as intricadas relações entre membros do poder legislativo e o crime organizado. O caso é um indicador da necessidade urgente de uma resposta eficaz contra a corrupção e o fortalecimento das instituições de segurança pública.
