Sánchez alegou que houve manipulação na contagem dos votos provenientes do exterior, ressaltando a importância desses números na definição do resultado final. As queixas e a mobilização de seus seguidores indicam uma preocupação crescente com a legitimidade do processo eleitoral, especialmente em um contexto onde a confiança nas instituições tem sido frequentemente chamada em questão.
Os analistas políticos assinalam que a virada nos números das candidaturas se deve, em grande parte, ao expressivo apoio que Fujimori recebeu de peruanos que residem fora do país. Em contraste com os aproxidamente 300 mil votos que a candidata da Fuerza Popular afirmou ter recebido do exterior, mais de 1,2 milhão de cidadãos peruanos estavam aptos a votar em consulados ao redor do mundo. Esse fenômeno destaca a complexidade do cenário eleitoral, que se altera substancialmente quando se consideram os votos externos.
No que diz respeito aos votos computados internamente, a apuração indicava que Sánchez liderava a contagem com 50,1% dos votos, em comparação aos 49,8% de Fujimori. No entanto, a inclusão dos votos do exterior alterou drasticamente a situação para 50,09% contra 49,9% a favor de Fujimori. Com quase a totalidade das atas de votação do exterior já contabilizadas, a candidata alcançou uma vitória significativa, obtendo mais de 63,2% dos votos dessa fração, ultrapassando 190 mil sufrágios.
A situação no Peru revela um clima de incerteza e contestação que pode afetar não apenas os próximos passos eleitorais, mas também a estabilidade política do país em um momento crucial para sua história. A resposta de Sánchez e de seus aliados poderá moldar o cenário futuro e a resposta da sociedade peruana à crise que se avizinha.
