Ritmistas de escolas de samba do Rio aguardam pagamento por participação em evento que quebrou recorde mundial com 1.200 músicos na “superbateria” de Copacabana.

Em meio à celebração do Carnaval carioca, uma controvérsia envolvendo ritmistas das escolas de samba do Rio de Janeiro está ganhando destaque. Vários músicos que participaram da grandiosa apresentação na famosa praia de Copacabana, em 20 de janeiro, ainda não receberam o pagamento pelo seu trabalho. O evento, que ficou marcado na história ao entrar para o Guinness World Records como a maior bateria de escola de samba do mundo, contou com a participação de 1.200 ritmistas do Grupo Especial, todos sob a batuta do mestre Ciça e outros experientes líderes.

Nas redes sociais, a insatisfação entre os ritmistas é palpável. Diversos relatos postados em grupos de discussão e perfis dedicados ao Carnaval revelam que muitos deles ainda aguardam o cachê pela participação na chamada “superbateria”. Mensagens como “Tem gente da bateria sem receber até hoje o dinheiro da superbateria em Copacabana. Mais de uma semana” e “Ainda tem escola devendo o dinheiro dos ritmistas de algumas escolas de samba do Grupo Especial”, evidenciam uma frustração crescente entre os músicos.

Em resposta a essa situação, a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) divulgou uma nota explicando que os valores de pagamento já foram repassados às escolas de samba envolvidas. No entanto, a responsabilidade de efetuar o pagamento aos ritmistas fica a critério de cada agremiação, que deve seguir seus próprios processos administrativos. A Liesa também pediu que as escolas realizassem os pagamentos o mais rapidamente possível, preferencialmente antes do início da apresentação, para respeitar o trabalho dos músicos.

A reportagem também procurou confirmar a situação com as 12 escolas que integram o Grupo Especial. Até o momento, algumas delas, incluindo Acadêmicos de Niterói, Imperatriz Leopoldinense, Beija-Flor, Viradouro, Salgueiro, Unidos da Tijuca e Paraíso do Tuiuti, confirmaram que os pagamentos foram realizados. Por outro lado, Portela, Mangueira, Mocidade, Vila Isabel e Grande Rio não forneceram informações sobre o status dos pagamentos.

Esse impasse, que pode refletir um problema mais amplo nas gestões financeiras das escolas de samba, levanta questões sobre a remuneração justa e o reconhecimento do trabalho dos músicos, essenciais para o brilho e a magia do Carnaval carioca. O espaço permanece aberto para novas atualizações sobre essa questão.

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