Nas redes sociais, a insatisfação entre os ritmistas é palpável. Diversos relatos postados em grupos de discussão e perfis dedicados ao Carnaval revelam que muitos deles ainda aguardam o cachê pela participação na chamada “superbateria”. Mensagens como “Tem gente da bateria sem receber até hoje o dinheiro da superbateria em Copacabana. Mais de uma semana” e “Ainda tem escola devendo o dinheiro dos ritmistas de algumas escolas de samba do Grupo Especial”, evidenciam uma frustração crescente entre os músicos.
Em resposta a essa situação, a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) divulgou uma nota explicando que os valores de pagamento já foram repassados às escolas de samba envolvidas. No entanto, a responsabilidade de efetuar o pagamento aos ritmistas fica a critério de cada agremiação, que deve seguir seus próprios processos administrativos. A Liesa também pediu que as escolas realizassem os pagamentos o mais rapidamente possível, preferencialmente antes do início da apresentação, para respeitar o trabalho dos músicos.
A reportagem também procurou confirmar a situação com as 12 escolas que integram o Grupo Especial. Até o momento, algumas delas, incluindo Acadêmicos de Niterói, Imperatriz Leopoldinense, Beija-Flor, Viradouro, Salgueiro, Unidos da Tijuca e Paraíso do Tuiuti, confirmaram que os pagamentos foram realizados. Por outro lado, Portela, Mangueira, Mocidade, Vila Isabel e Grande Rio não forneceram informações sobre o status dos pagamentos.
Esse impasse, que pode refletir um problema mais amplo nas gestões financeiras das escolas de samba, levanta questões sobre a remuneração justa e o reconhecimento do trabalho dos músicos, essenciais para o brilho e a magia do Carnaval carioca. O espaço permanece aberto para novas atualizações sobre essa questão.
