Desde o início de 2023, a trajetória do risco Brasil tem se mostrado em queda contínua. Em 2022, o índice estava em 214 pontos, e ao assumir a presidência, Lula encontrou a taxa na faixa de 250 pontos. Esse movimento em direção a um patamar mais seguro reflete, entre outros fatores, um renovado interesse de investidores internacionais, particularmente do Norte Global, por ativos de países do Sul Global. A recente desvalorização do dólar também contribuiu para essa dinâmica, tornando os investimentos em mercados emergentes mais atrativos.
O CDS, que serve como um termômetro da confiança dos investidores na sustentabilidade da dívida de um país, indica que quanto mais baixo o índice, maior a confiança no pagamento das obrigações. Assim, o panorama atual do Brasil é relativamente otimista se comparado a outros países, superando nações como a África do Sul, que apresenta 145 pontos, e a Turquia, com 226 pontos. Contudo, é importante ressaltar que o Brasil ainda está atrás de potências asiáticas como a China, que possui 41 pontos, e a Índia, com 87 pontos.
O movimento de queda no risco Brasil sugere uma recuperação nas percepções dos investidores em relação à economia nacional. Estar atento a esses indicadores e entender suas implicações pode ser fundamental para traçar cenários futuros e fortalecer a confiança no mercado brasileiro. Essa nova configuração pode sinalizar não apenas uma oportunidade de investimentos, mas também uma perspectiva alentadora para o crescimento econômico sob a gestão atual.





