Risco Brasil atinge menor nível desde fevereiro de 2020, refletindo melhora na confiança econômica durante o terceiro governo Lula.

O risco Brasil, indicador fundamental que mede a percepção do mercado sobre a possibilidade de calote da dívida soberana do país, alcançou recentemente seu mais baixo nível desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na última sexta-feira, o Credit Default Swap (CDS) de cinco anos do Brasil registrou 116 pontos, a menor pontuação desde fevereiro de 2020, período marcado pela intensificação da pandemia de Covid-19.

Desde o começo de 2025, o risco Brasil apresentou uma tendência de queda, saindo de 214 pontos para os atuais 116. Quando Lula assumiu novamente a presidência, ele encontrou o país com um risco elevado, que girava em torno de 250 pontos. O atual cenário reflete uma melhora significativa na confiança dos investidores no Brasil, beneficiada, em parte, pela crescente busca de países do Norte Global por ativos do Sul Global, impulsionada pela desvalorização do dólar.

Esse indicador é crucial, pois mede as expectativas do mercado em relação à saúde financeira do país. Quanto mais altos os pontos, maior o prêmio que os investidores exigem para aplicar seus recursos. No entanto, a pontuação atual coloca o Brasil em uma posição competitiva na arena global, superando nações como a África do Sul, que registra 145 pontos, e a Turquia, com 226. Apesar disso, o Brasil ainda está atrás de gigantes como China, que possui apenas 41 pontos, e Índia, que tem 87.

A recuperação do Brasil em termos de risco soberano pode ser vista como um sinal positivo para o futuro econômico do país. O governo Lula está trabalhando para consolidar essa tendência de melhora, buscando atrair investimentos e aumentar a confiança no mercado interno. À medida que a economia global se recupera, este tipo de indicador será fundamental para entender como o Brasil se posicionará frente a outras economias emergentes e desenvolvidas.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo