
A Câmara de Rio Largo acatou hoje, 25, denúncia com pedido de abertura de Comissão Especial de Inquérito (CEI), ingressado pelo servidor público Cícero Severino Santana, mais conhecido como Dadá Santana, para investigar o prefeito afastado Gilberto Gonçalves (PP) e afastar a vice-prefeita, que assumiu a gestão do Município, Cristina Gonçalves, esposa do acusado de corrupção. O prefeito, agora, será investigado pela Câmara. Foram oito votos a favor da CEI contra dois votos.
Segundo a denúncia, o servidor afirma que a permanência de Cristina Gonçalves no cargo poderia comprometer as investigações, já que a mesma tem acesso a documentos exclusivos na Prefeitura e poderia, por direta interferência de Gilberto Gonçalves, tentar destruir provas de atos ilícitos cometidos por ele. Santana alerta ainda que os vereadores podem incorrer nos crimes de prevaricação e crime funcional praticado por funcionário público contra a Administração Pública se não cumprirem a obrigação de apurar as denúncias contra o prefeito.
Gonçalves foi preso pela Polícia Federal (PF) preventivamente por determinação do desembargador Élio Wanderley de Siqueira Filho, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), no âmbito da operação Beco da Pecúnia. Conforme a PF, havia ilegalidades nas contratações e pagamentos realizados pelo município de Rio Largo, em favor de duas pessoas jurídicas, para aquisições de material de construção, peças e serviços para veículos, que teriam recebido do citado município o valor aproximado de R$ 20 milhões.
Na audiência, os parlamentares justificam a rejeição da abertura da CEI, que chegou à Casa de Leis, na semana passada, era fraca, com apenas duas páginas e sem detalhes. Uma situação diferente da apresentada hoje, já que Dadá Santana teria embasado todo o caso em arquivo de 59 páginas.





