Desde a construção do Porto Maravilha, iniciada em 2013, o cenário da região mudou drasticamente. Antigos armazéns foram reaproveitados para abrigar feiras e eventos, como a Rio Innovation Week, que destaca o potencial cultural e empresarial da área. O Museu do Amanhã, que abriu suas portas em dezembro de 2015 e já atraiu mais de sete milhões de visitantes, é um dos marcos dessa revitalização. Além dele, o Museu de Arte do Rio e o AquaRio, inaugurado em 2016, contribuíram para o renascimento cultural da região.
Apesar disso, a despoluição da Baía de Guanabara permanece como uma promessa distante. Durante a campanha para sediar os Jogos, autoridades garantiram que a baía seria limpa, mas recursos insuficientes e uma estrutura de saneamento ineficaz resultaram em um atraso significativo. Embora investimentos de R$ 19 bilhões tenham sido propostos para resolver o problema, com a expectativa de tratar 90% do esgoto na Região Metropolitana até 2033, a realidade é que progressos ainda são tímidos.
Entretanto, algumas melhorias já podem ser vistas na qualidade da água em áreas como o Museu do Amanhã e nas praias do Flamengo e Botafogo. Em 2016, a poluição se tornou um desafio durante as regatas olímpicas de vela, levando a organização a implementar medidas emergenciais para minimizar impactos negativos.
Em contraste com os avanços no Porto Maravilha, os problemas ambientais da Baía de Guanabara destacam a necessidade urgente de concluir as promessas feitas há uma década. Mudanças importantes ocorreram, mas o tempo urge para que o Rio de Janeiro, uma cidade que já foi sinônimo de beleza natural, retome o curso de sua recuperação ambiental e cultural integral.
